Vistos

Como pedir o Visto D1 para trabalhar em Portugal

O visto para trabalhar por conta de outrem em Portugal — o que é, quem pode pedir, documentos, custos e prazos.

Actualizado a 2026-06-30 · 7 min de leitura

O Visto D1 é o visto de residência para quem vai exercer uma atividade profissional subordinada (emprego) em Portugal. Pede-se no consulado português do país de residência e, depois da entrada, converte-se em autorização de residência junto da AIMA.

Esta página reúne o essencial gratuito — o que é, quem pode pedir, que documentos juntar, quanto custa e quanto demora. O passo a passo detalhado, a checklist, o modelo de promessa de contrato e a estratégia completa estão reservados ao Rumo a Portugal.

O que é o Visto D1

O Visto D1 é o visto de residência para exercício de atividade profissional subordinada — ou seja, para quem vai ser empregado de uma entidade em Portugal. É a via clássica do trabalho por conta de outrem.

É um visto consular: pede-se no consulado do país onde reside e permite entrar em Portugal para depois requerer a autorização de residência na AIMA.

Quem pode pedir

Cidadãos de fora da União Europeia que tenham um contrato de trabalho ou uma promessa de contrato de trabalho com uma entidade empregadora em Portugal.

Se a função exige qualificação superior ou especialização técnica, o enquadramento adequado pode ser o Visto D3 (atividade altamente qualificada) — vale confirmar a via certa antes de avançar.

Documentos necessários

  • Passaporte válido — Com a validade exigida pelo consulado.
  • Promessa ou contrato de trabalho — Com entidade empregadora em Portugal, indicando função, salário, horário e local.
  • NIF português — Número de Identificação Fiscal já emitido.
  • Alojamento e meios de subsistência — Comprovante de onde vai morar e de rendimentos suficientes para o início.
  • Registro criminal e seguro — Registro criminal do país de origem (apostilado) e seguro de viagem/saúde.

Quanto custa

A taxa consular do visto de residência (categoria D) ronda os €110, paga no momento do pedido no consulado.

Já em Portugal, a conversão em autorização de residência na AIMA tem custos próprios de análise e de emissão do título, atualizados em 2026.

Prazos

O prazo de decisão varia bastante de consulado para consulado — pode ir de algumas semanas a alguns meses, contados a partir da entrega da documentação completa.

Depois da entrada em Portugal, o agendamento na AIMA para a autorização de residência tem o seu próprio prazo, dependente da disponibilidade do serviço.

Passo a passo completo, checklist e modelos

O passo a passo completo, a checklist de documentos, o modelo de promessa de contrato e a estratégia para o D1 em 2026 estão reservados aos membros.

Perguntas Frequentes

Preciso de contrato assinado para pedir o D1?

Não obrigatoriamente. Uma promessa de contrato de trabalho vinculativa, com função, salário e dados da empresa, é hoje a via mais acessível. O contrato definitivo costuma assinar-se já em Portugal.

Qual a diferença entre o D1 e o D3?

O D1 é para trabalho subordinado (emprego comum); o D3 é para atividade altamente qualificada, que exige qualificação superior ou especialização técnica. A função e o seu perfil determinam a via correta.

O visto de procura de trabalho substitui o D1?

Não. Com a Lei n.º 61/2025, o regime geral de procura de trabalho foi extinto (resta apenas a versão para altamente qualificados, pendente de portaria). Para trabalho subordinado com empregador, o D1 é a via disponível.

Preciso estar em Portugal para iniciar?

Não. O D1 pede-se no consulado do país de residência e toda a preparação é feita à distância. A autorização de residência decorre depois na AIMA, já em Portugal. Veja também o guia do NIF.